Sinopse:
Depois do conto de fadas protagonizado por Bárbara e Ian em O Garoto dos Olhos Azuis chegou a hora de conhecermos a história de outro casal encantado. Augusto Bittencourt, vulgo Monstro, é um renomado médico, dono de uma carreira sólida e do hábito de dispensar uma mulher atrás da outra sem piedade. Nunca se apaixonou e não acredita que um dia irá encontrar uma mulher interessante o suficiente para mudar esse fato. Mas o destino parecia pensar diferente, em uma madrugada fria ele presencia um terrível acidente de carro e conhece a garota sem nome. Uma garota que há muito tempo não sabe o que é ter um lar, se sentir segura e não precisar fugir de ninguém até que, em meio aos destroços, ela vê alguém correr em sua direção, um garoto que ela poderia jurar ter asas. Embora Augusto esteja muito longe de se parecer com um anjo, ele acaba por salvar a sua vida. Pela primeira vez, o médico de pouco humor e muito caráter terá que enfrentar e ir contra todos os seus princípios para cumprir uma promessa que não deveria ter feito e de quebra, quem sabe, se apaixonar. Em O Garoto que tinha Asas vamos descobrir se o príncipe encantado realmente vem montado em um cavalo branco ou se sua cor é o que menos importa em meio a uma singela releitura de A Bela e a Fera.
O garoto que tinha Asas é o segundo livro da Trilogia Encantados da Raiza Varella, uma autora nacional com um talentoso dom de escrita. Quem leu o primeiro livro da trilogia acompanhou a história da Bárbara, que além de trágica e engraçada, traz vários personagens, como seus irmãos. Aproveitando isso, a Raiza criou um novo enredo, dessa vez se aprofundando na história do Augusto, vulgo "Monstro".
O garoto que tinha asas, trata-se de uma espécie de releitura de A Bela e a Fera, meu conto favorito. No início do livro, temos uma mescla de cenas referentes a Garota sem nome, que me deixaram um pouco confusa, porém fez todo sentido mais a frente. Assim, os primeiros capítulos fazem referência a uma Garota, que tenta a todo instante fugir de alguém, e uma cena de perseguição, que termina com Augusto, uma garota ferida em um acidente de carro, algumas frases a princípio desconexas e uma promessa que faz menção a um anjo (Augusto) e uma vida (um garotinho) que precisa ser protegida.
Tenho certeza de que Augusto, um médico renomado, garanhão, acostumado a ser frio e duro, jamais imaginaria que ao acompanhar aquela perseguição sua vida daria um giro de 180 °C e exigiria um comportamento mais humano e protetor dele.
Apesar de ter como protagonista um personagem do sexo masculino, ao longo do livro podemos conhecer os dois lados da trama, já que os capítulos são intercalados sendo um destinado a Garota sem nome e outro ao Monstro. Dessa forma, conhecemos os pensamentos de cada um. Os capítulos, assim como em O Garoto dos Olhos Azuis, permanecem com uma introdução em forma de trechos de outros livros, que acabam por dar uma ideia do que está por vir.
Vou destacar agora os pontos positivos e negativos que achei da leitura. O lado positivo vem do bom humor dos personagens; ver que é possível uma pessoa melhorar
a outra. Augusto e a Garota sem nome, formam um casal que apesar de
serem totalmente um o oposto do outro, vão aprendendo juntos a se
fortalecerem. No caso de Augusto ele vai se tornando uma pessoa
ensinável, e moldada pela sensibilidade da Garota e da criança. Outro
lado positivo é da possibilidade de matar a saudade do casal Bárbara e
Ian. O que me incomodou durante a leitura foram o excessos, principalmente de palavrões. Sei que os personagens são jovens, que o protagonista é uma pessoa fria, mas eu esperava um pouco mais de elegância partindo de um médico. Mas isso, pode não ser um problema para outros leitores e passar despercebido. No mais, recomendo a leitura, mesmo que você ainda não tenha lido o primeiro livro, pois isso não interfere no entendimento.






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