21 março 2016

Bloco de Anotações

Fonte: http://www.ibccoaching.com.br/portal/lideranca-e-motivacao/diferencas-entre-chefe-lider/

Olá!!!

Como prometido um post por dia e com a nova coluna onde eu escrevo reflexões sobre o meu dia, aprendizados e vivências.

Hoje não foi um dia muito agradável, mas acredito que seja no escuro e nas dificuldades o lugar que mais extraímos força, experiência e preparação para lidarmos com coisas maiores no futuro.

Para aqueles que não sabem curso enfermagem e não estou totalmente satisfeita com a minha escolha. Eu poderia ver tudo que precisa ser melhorado em relação a essa profissão de uma forma mais otimista e talvez como um desafio. Às vezes acredito em mudanças em outras ocasiões me decepciono bastante e vem uma uma vontade, quase que diária, de desistir de tudo. Então, penso nas minhas lutas, no quanto estudei e abdiquei para poder estar ali sentada naquela cadeira de uma federal... Nem todos tem essa oportunidade.

Mas hoje, a reflexão é sobre um fato que poderia passar batido mesmo porque já virou tão corriqueiro e tenho certeza de que não é um problema exclusivo do meu curso. Entretanto, foi mais uma gota para contribuir com a minha dose de desilusões e me deixar pensativa.

Não sei se é pelo fato da enfermagem ser, em sua maioria, feita por mulheres que temos tantos problemas de comunicação. Uma fofoca, um problema, um comentário maldoso ou um mal entendido nunca chega diretamente a pessoa envolvida, mas sempre passa por toda a equipe antes que o ser que está sendo crucificado saiba. Hoje eu passei por isso. Por mais que eu tenha tentado dar o meu melhor não consegui, acredito que tenha sido pela insegurança da minha dupla em relação a mim. Ela não confiou no meu potencial, não soube delegar. Durante a realização do trabalho me passava o que ela queria que eu escrevesse, da forma dela, aí se fugisse daquilo. Mesmo com o livro que seria utilizado estando comigo, com as intervenções e diagnósticos cabíveis informados por mim a ela, tive de suportar minha dupla me mandando fotos das mesmas páginas como se nem isso eu fosse capaz de encontrar. Uma espécie de "deixa eu passar tudo mastigado para ela, pois ela não vai saber consultar ou entender uma NANDA, NIC e NOC (livros de diagnóstico, intervenção e resultados de enfermagem), depois espalho para a turma que ela não me ajudou".

Fico pensando que isso está acontecendo com um acadêmico que não confia nos seus colegas e um dia vai precisar comandar uma equipe de técnicos. E o que vai acontecer? Vai obrigar cada técnico a fazer os procedimentos da forma dela ou nem sequer irá delegar e vai fazer o serviço no seu lugar? Quanto ao problema de comunicação precisamos dizer aos envolvidos o que não vai bem, qual é a insatisfação antes de gerar constrangimentos e disseminar mal entendidos. Enfim, essa é a reflexão que trago hoje.

Beijos!

2 comentários:

  1. Poxa, não sabia que isso acontecia fora da escola, já na faculdade, viu? Que coisa mais de gente imatura =/
    Já passei por isso várias vezes e já até me colocaram no outro lado da história, dizendo que eu era a vilã por querer que o trabalho ficasse bem feito... as pessoas tendem a apontar o dedo e criarem coisas nas suas cabeças porque deve ser mais fácil do que ver a situação como um todo e deixar se permitir ver que não está certa.

    Abraço,
    omundodemis.blogspot.com

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  2. Oi, Sabrina!
    Infelizmente estamos cercados de idiotas durante a vida toda rs.
    Eu não vou mentir: odeio fazer trabalhos em dupla/grupo. Evito ao máximo, mas quando não consigo fugir, sempre damos um jeito de dividir as tarefas. Se eu sinto vontade de fazer sozinha? O tempo todo. Se eu sinto vontade de dizer pros outros fazerem do jeito que eu quero? Eventualmente. Mas uma coisa que eu aprendi na faculdade foi ser mais aberta e agir em grupo, pois sei que depois, num emprego, é assim que será. Eu odiaria ter alguém me mandando fazer as coisas, então procuro não fazer com os outros o que eu não gostaria que fizessem comigo

    OBS o que é NANDA, NIC e NOC? kkkkkk

    Beijos,
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