Título Original: The Name On Your Wrist
Título Nacional: O Nome Em Seu Pulso
Autora: Helen Hiorns
Editora: Farol Literário
Páginas: 255
Onde Comprar: Livraria Cultura
Saraiva
Livro cedido pela editora Farol Literário
Desde que li a sinopse de "O Nome em seu pulso" imaginei um romance romântico e uma garota que vive um amor proibido. Essa última parte eu acertei, mas vou ter que admitir que o livro trouxe muito mais do que isso e personagens com um emocional bastante complexo.
Nos primeiros capítulos percebi que se tratava de uma distopia (ótimo!) e algo foi me deixando perturbada e, ao mesmo tempo, curiosa: não saber onde e quando aquilo tudo se passava. Só dava para inferir que era num futuro, que tinha ocorrido uma terceira guerra mundial, a população diminuído de 9 para 6 bilhões. E, desde então, o governo havia tomado as rédeas do destino de todos, nos mínimos detalhes, ninguém mais tomaria qualquer decisão. As pessoas, desde o seu nascimento seriam moldadas e colocadas numa caixa. Em alguma fase da infância um nome seria marcado no seu pulso, revelando que aquele ou aquela era a sua alma gêmea (anima-vinculum), desconsiderando homosexualidade, e esse nome não deveria ser revelado em hipótese alguma. Para isso, usava-se um protetor no pulso de forma a resguardar essa informação. Suas carreiras seriam decidas pelo sistema, as casas obedeciam a um mesmo layout, a alimentação era monitorada e ofertada de acordo com as necessidades nutricionais de cada indivíduo.
Enfim, a população levava uma vida restrita, sem liberdade de escolha. Porém, Corin, a protagonista se rebela secretamente contra esse sistema a partir de suas atitudes. Ela cria uma trilha de carpinomen falsa, ficando com vários garotos e quebrando outras regras, como não dormir com nenhum deles. Ela também usa seu talento para a manipulação para conseguir ler obras proibidas como Shakespeare, a Bíblia, Harry Potter...
"Nada estraga mais uma pessoa quanto os outros esperarem algo dela. O mundo deixa você para baixo, você se irrita, não consegue corresponder as expectativas,ou, quando faz, não é exatamente como esperou que fosse." p.70
"A humanidade sempre teve de odiar alguém. Isso lhe dava um propósito, eu acho, e fazia com que muitos se sentissem mais importantes. Há gente demais para que todos possam se contentar em ser iguais. As pessoas sempre querem ser mais importantes do que realmente são." p.91
Corin é uma garota que quando não está se envolvendo em relacionamentos frios e egoístas está lendo ou brigando com sua irmã mais velha, Jacinta, uma personagem também problemática, mas que demonstra seus desequilíbrios com tentativas de suicídio e crises de ansiedade. E, por falar em suicídio, essa parece ser uma forma de revolta contra o governo, mas que não produz mudanças por ser uma reação individual e, acho que esse é um diferencial. Na maioria das distopias que li ocorre uma rebelião e é seu caráter coletivo que permite uma trajetória diferente para a humanidade e isso não acontece em "O nome em seu pulso".
Perdi a conta de quantos quotes destaquei no meu exemplar, porque a Corin é uma personagem singular, com pensamentos marcantes, forte e ao mesmo tempo vulnerável. Em vários momentos me identifiquei com ela. Não digo com a frieza com que ela tratava as pessoas, como se elas fossem uma máquina biológica, e a indiferença em relação aos problemas da irmã. Mas o fato dela gostar de ler e ser orfã de pai. Ela também é muito sarcástica e sem grandes amigos. Algumas de suas características e comportamentos indelicados vão mudando quando ela conhece Colton. E apesar dela começar a colocar seus sentimentos para fora e sair da defensiva essa relação revela muitos perigos.




Oi, apesar de distopia não ser um gênero que eu leia muito, ou que já li muito, essa premissa me chamou a atenção e me deixou bem curiosa para saber que revelação seria essa. A capa é bem bonita também.
ResponderExcluirbjs
É uma grande distopia, recomendo até para aqueles que não apostam muito no gênero. Achei ele bem original!
ExcluirBeijos e obrigada pela visita!