Distante de Mim Mesmo, é um conto da Flávia Côrtes, narrado em primeira pessoa, por um homem que ao chegar a velhice tenta recordar pontos de sua infância até a vida adulta que podem de certa forma justificar a sua insanidade.
De forma curta e precisa, Otávio vai costurando a sua história e revelando fatos importantes do seu passado e que faz ele ser quem é hoje. Como, por exemplo, de que ele foi um garoto criado por uma mãe que vivia mergulhada em seu silêncio e não teve um pai presente. A única herança do pai, alguém que o marcou profundamente pelo seu abandono, foi apenas um livro.
Ansioso por se ver livre daquela vida vazia de afetos e distante de tudo, ele não vê a hora de chegar a maioridade e partir logo.
Apesar da sua insensibilidade em abandonar aquela que lhe deu a vida, ao longo do conto percebemos o seu remorso e o quanto ele se tornou quem ele quis abandonar e julgava não se identificar, ou que até mesmo ele era o louco e não a mãe.
Foi a primeira vez que li algo da autora, na verdade eu conhecia o seu trabalho apenas como tradutora de muitas obras publicadas pela Farol Literário. Recomendo a leitura para aqueles que gostam de contos que tratam de questões humanas e nos fazem pensar as nossas contradições.
Para baixar o conto clique aqui




Amei o blog e a resenha, Sabrina. Obrigada! Além de tradutora, sou escritora. Passe no meu site para saber mais. Divulguei a resenha no Facebook. Beijos.
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