30 maio 2015

[RESENHA] A Herdeira- Kiera Cass

Título original: The Heir
Título nacional: A Herdeira
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Ano: 2015

Sinopse:

Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.
 
  "Você é Eadlyn Schreave. Será a próxima pessoa a governar este país e a primeira garota a fazer isso sozinha. Nenhuma pessoa — prossegui — é tão poderosa quanto você."
 
Nem sei como expressar o quanto estava ansiosa para ler  A Herdeira e de como fazia tempo que eu não vibrava tanto ao saber que a série não havia acabado, ou melhor, a trilogia. Eu apenas sentia que A Seleção não deveria ser finalizada com aquele ponto final feliz para America e Maxon.

Eu precisava saber como seria o destino de Illéa nas mãos daquele casal, se as castas realmente deixariam de existir, suas consequências sociais e políticas. E A Herdeira além de trazer essas respostas nos presenteou com muito mais porque Kiera Cass não brinca em serviço.
 
Diferente dos livros da Seleção dessa vez temos uma nova perspectiva dos fatos por dois motivos: pela primeira vez uma mulher selecionará o príncipe e segunda temos agora a visão da selecionadora e não dos selecionados. Nos outros livros o leitor tinha mais contato com a história da America e todo o seu percurso até conquistar Maxon. Em A Herdeira, o foco está na Eadlyn, nós não temos a trajetória dos 35 selecionados, detalhes sobre suas famílias, aquelas cenas de brigas muito comum entre as mulheres, ou mudanças de visual e sim uma coisa ou outra sobre no máximo quatro deles que vou confessar são de tirar o fôlego.

 "Há coisas sobre nós mesmos que só aprendemos quando deixamos alguém se aproximar de verdade."p. 82

Mas o que mais me chamou atenção é a personalidade da protagonista, uma garota forte, feminista, determinada, que não aceita fracassos nem ofensas, tem uma língua um tanto afiada e sabe do que é capaz. Porém, há momentos em que ela parece fria, alguém que não acredita nesse papo de alma gêmea, um pouco imatura e mimada, e até distante de toda a Seleção o que é compreensível já que o principal objetivo do evento é distrair Illéa de seus verdadeiros problemas. O que não deixa de ser uma espécie de política de pão e circo, mesmo que Maxon e America por trás disso tudo tenham boas intenções. E por falar no casal não espere cenas românticas entre eles.

— Só quero dizer que a Seleção pode ser boa para você. Essa frase arrancou toda vergonha do meu corpo e a substituiu por raiva.
— Todos não param de dizer isso: pode ser bom para mim. O que isso quer dizer? Sou inteligente, bonita e forte. Não preciso ser salva. p.83


Foi uma obra muito fácil de ler e não posso negar que muito da história foi previsível, com elementos repetitivos, mas garanto que quem gostou dos outros livros vai amar conhecer não só a Eadlyn, mas os outros filhos do casal real, sim America foi uma coelhinha, ela realmente levou a sério essa história de levar adiante a linhagem da família real. Além disso, tem outros personagens novos como , por exemplo, os filhos da Marlee, mas que não me conquistaram.

 

Um comentário:

  1. ahhhhhhhh!!! estou louca pra ler A Herdeira (também surtei quando soube que iria ter mais que três livros). Adorei a resenha, beijo.

    literarizei.blogspot.com

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