A Playlist de Hayden, é mais um livreto enviado pela editora Novo Conceito para que o blogueiro experimente e avalie se os primeiros capítulos da história desperta seu interesse e se ele prosseguiria com a leitura. Entretanto, eu não esperava receber essa amostra e foi uma surpresa muito agradável.
Confesso que depois de ler os oito primeiros capítulos, parei um pouco para refletir e pensar no que eu deveria escrever, mas confesso que as palavras demoraram a vir e se encaixar formando algum sentido. Em poucas páginas a história mexeu comigo a ponto de eu ficar pensando nela de madrugada e em todas as pessoas que eu não conheço e estão sofrendo por ai, justamente pelo fato de serem elas mesmas em um mundo que gosta de rotular e padronizar as pessoas como se elas fossem objetos. Ou o contrário, elas deixam de serem elas mesmas por medo de serem julgadas e eu entendo bem esse sentimento de aprisionamento.
Bem, vou contar um pouco sobre o enredo. Ele envolve adolescentes, atos de bullying, suicídio, o mundo dos games e como ele pode afetar o comportamento dos jogadores, de forma especifica os jogos de RPG, e música, muita música.
Inicialmente o leitor vai conhecendo os personagens da trama aos poucos e tudo pelo olhar desconfiado de Sam, que era o melhor amigo de Hayden, pelo menos era o que ele pensava. Porém, Hayden aparentemente se cansou da vida, das humilhações que passava, de ser sempre um alvo para brincadeiras cruéis e repetitivas que minavam seu humor, sua autoestima, seu aprendizado (que já era algo complicado devido à dislexia) e até as coisas que ele e Sam gostavam e aprenderam sem a ajuda da escola e de certa forma os uniam como: Star Wars, revistas em quadrinhos, Mage Warfare (um jogo de RPG), descobrir novas bandas e outras coisas nerds.
Hayden então se foi, mas deixa para o amigo um bilhete e uma playlist como se essas duas coisas realmente fossem suficientes para explicar para Sam essa decisão abrupta de tirar a própria vida sem transmitir qualquer sinal de que ele faria isso. Ou talvez Sam, não tenha sido um amigo de verdade e tenha deixado algumas pistas importantes do comportamento de Hayden passarem sem a devida atenção que precisava para poder interferir.
"Muitas pessoas querem ser invisíveis. Talvez elas até pensem que podem fingir que são. Mas sempre alguém as vê." p.44
Aos poucos Sam vai ouvindo a playlist, que contém muitas músicas que ele nem sequer sabia que Hayden gostava e vai apreendendo o sentimento das letras. O que elas querem dizer? Algumas despertam lembranças, raiva, culpa e saudade. Um ciclo vicioso como o próprio protagonista diz. Mas as coisas ficam mais intrigantes e misteriosas quando surgem outros personagens que conheciam seu falecido amigo, algo estranho já que ele era um garoto que provavelmente só teria um único amigo, Sam. A partir da playlist com músicas que ele não esperava ouvir e a confirmação de que Hayden teria outros amigos Sam percebe que não o conhecia.
Outro ponto que estimula a leitura e sem dúvida a curiosidade do leitor é o fato de Sam passar a receber mensagens em um chat virtual por alguém que utiliza o mesmo apelido que Hayden usava, baseado em um personagem ficcional que ele gostava. Quem poderia ser essa pessoa? Há alguma chance de ser Hayden ou tudo isso seria uma invenção de Sam depois de tudo o que ele passou e não o deixa dormir?
Apesar de todo esse mistério o que mais me impactou foi como o personagem expressa seus sentimentos, sua revolta, como a música pode ajudar a contar uma história e como as autoridades e as escolas podem ser omissas e distantes de seus alunos permitindo agressões como se tudo isso não tivesse uma consequência.
O que vou falar agora não é sobre o livro, mas tem a ver com o enredo e vou aproveitar o assunto bullying, apenas pra informar que o senado finalmente deu um passo, mesmo que tardio, que aprova um projeto de lei contra bullying nas escolas. Espero que os atos sejam avaliados de forma correta e que além de punir como a lei especifica combata esse tipo de violência.



Apesar de não curti muuuuito esse tipo de historia, mas achei bem intrigante e até fiquei a fim de ler HAHAHA
ResponderExcluirTeve um tempo que eu achei que sofria bullying, mas abri minha mente e vi que não chegava a ser bullying sabe, pq é uma coisa beeeem maior que merece atenção, eram so coleguinhas implicando, e pra falar a verdade eu implicava com eles também, mas quando fui pra escola publica presenciei bullying, pesado mesmo, e acabei contando para os professores, pois nao queria compactuar.
Acho que precisamos respeitar oos outros independente de tudo.
beijosss
http://cheiade-alegria.blogspot.com.br/
Concordo com você, Larissa. Por isso digo que tem que ser algo bem avaliado, pois o bulliying hoje se tornou algo banalizado. Mas também o que pode ser uma coisa pequena para mim pode ser algo difícil de suportar para outra pessoa. E dai vem a importância do respeito.
ExcluirBeijos!
Olha eu ainda não tive a oportunidade de ler a degustação, porque ainda não chegou para mim, mas tenho certeza que deve ser um ótimo livro, porque todos tem comentado positivamente sobre ele e espero que meus livros venham logo no mês de abril, porque estou bastante ansiosa para ler.
ResponderExcluirGostei bastante de tudo que você abordou sobre a história e também sobre seu ponto de vista. Espero gostar bastante, até porque ele aborda um assunto bastante sério que hoje em dia é bastante falado né? Enfim...
http://lovereadmybooks.blogspot.com.br/2015/03/resenha-tudo-que-um-geek-deve-saber.html
Oi, Silvana!
ExcluirAcredito que você irá gostar, de verdade! E eu também estou ansiosa para que ele chegue para você, pois quero ler sua resenha. =)
Li outras impressões em vários blogs também e percebi que o pessoal gostou bastante.
Beijos.
Há um tempo atrás li Os Treze Porquês que também fala sobre suicídio, me marcou bastante pois nunca tinha lido uma história que abordasse esse tema de uma maneira tão direta. Me fez pensar no quão desastroso pode ser nossas palavras, críticas e zombarias. Depois desse livro comecei a ler Cartas de Amor aos Mortos e percebi que esses livros que abordam temas mais "pesados" são os melhores, prendem nossa atenção, nos fazem refletir e ainda tenta abrir nossos olhos para o tão famoso e insuportável bullying. Amei sua resenha, Sabrina. Parece ser um livro muito bom, não vejo a hora de começar a ler.
ResponderExcluirBeijos!