Título original: You have seven mensseges
Título: Você tem sete mensagens
Autor: Stewart Lewis
Editora: Gutenberg
Páginas: 251
Você me magoou, mas eu te amo
O luto serve para ser vivido com intensidade e depois ser superado de acordo com o tempo interno de cada um. Levar uma vida adiante depois de perder um ente querido de forma inesperada sem nenhum tipo de preparação ou adeus é algo que pode afogar a vida dos que ficaram.
Com Luna não foi diferente. Por volta dos seus 13 anos de idade ela perdeu a mãe vitima de um atropelamento em Nova York. Desde então, Luna teve de crescer para tentar ficar maior que a dor, proteger o irmão caçula e ser uma fonte de alívio e ternura para o pai, um renomado cineasta.
Luna ou Moon light, como o pai a chama são apenas o seu apelido com um significado especial. Seu nome verdadeiro é pouco citado.
Depois do aniversário de falecimento da mãe, uma modelo de sucesso com o sonho de se tornar escritora abruptamente finalizado, Luna reúne coragem para ir ao santuário da mãe, o seu estúdio, que ficara exatamente como ela deixou antes de morrer.
Ao entrar no lugar ela sente o perfume da mãe misturado a mofo. Há tempos a luz do sol ou o reflexo da lua não penetra naquele lugar tão cheio de significado. Mesmo com o receio de estar invadindo a privacidade de alguém que já morreu, uma sensação com toda certeza estranha, Luna ajeita e limpa cada canto daquele cômodo. Em meio a toda a arrumação ela se depara com algo vermelho que parece vibrar segredos. É o celular da mãe com sete mensagens na caixa postal prontas para serem ouvidas, com apenas o seu toque. Além do aparelho inesperado ela encontra também abotoaduras que com toda a certeza não são de seu pai.
Será que sua mãe vinha recebendo visitas masculinas secretas no seu cantinho praticamente imaculado?
A protagonista é tomada por uma enorme ansiedade e pelo medo do que vai descobrir ao ouvir as mensagens. Por alguns dias ela adia o feito, mas não por muito tempo. Seu coração pede cautela e desvendar uma mensagem por vez parece ser suficiente. E são muitos mistérios e informações para Luna ligar os pontos. Mas será que ela está mesmo preparada para vislumbrar o desenho que vai se formar e correr o risco de apagar a imagem perfeita que ela tinha dos pais como um verdadeiro casal? Será que vale a pena seguir os passos da mãe morta e correr o risco de criar uma grande mágoa?
Por outro lado, Luna é uma adolescente que não está só a procura de uma investigação. Ela está prestes a completar quinze anos, uma idade importante, é apaixonada por fotografar, por criar composições e ouvir seu vizinho de 16 anos, Oliver tocar violoncelo como se o som fosse uma serenata para ela.
Agora com todos esses segredos será que Luna conseguirá esconder do pai e do irmãozinho uma possível imagem da mãe que ninguém tinha acesso ou de descobrir que a morte dela não foi realmente um acidente? Além disso, ela tem de lidar com o irmão, Tali que parece estar amadurecendo rapidamente para a idade e criando diálogos nada infantis onde ele emprega as frases dos roteiros cinematográficos do pai. E com o vizinho por qual ela idolatra e nutre uma grande paixão. Não vai ser nada fácil unir amor e ódio não apenas por um garoto, mas pela família em uma fase tão intensa que é a adolescência.
Como uma garota que precisa de uma referência materna ela não esperava um aniversário de 15 anos, uma idade tão especial, sem sua mãe para fazer confidências, lhe ajudar nas coisas de mulher como comprar o primeiro sutiã, florear os acontecimentos banais como se fossem um grande aprendizado e lhe ajudar a se aproximar do vizinho.
Pensei muito e foi difícil encontrar as palavras certas para descrever esse romance. Ele trás tantas questões, ao mesmo tempo, de uma forma triste, poética e intensa. É impossível não se solidarizar com Luna e suas dúvidas. Ela é uma garota tão cativante, irônica e que tem resposta para tudo na ponta da língua menos sobre o passado da mãe. Mesmo que o medo por vezes insista em frear a sua jornada em busca de respostas ela é destemida e age com independência deixando transparecer seu lado rebelde e que sabe o quer. Ela também é sensível e parece lembrar um pouco a falecida mãe nas frases tão bem pensadas e que marcam quem está a sua volta como se fosse um enigma.
Você tem sete mensagens é um livro com grandes referências musicais, para ser lido com rapidez (os capítulos são curtos) e terminá-lo, quem sabe, com algumas lágrimas traiçoeiras ou com a sensação de que perdoar é uma forma de amar.

Com Luna não foi diferente. Por volta dos seus 13 anos de idade ela perdeu a mãe vitima de um atropelamento em Nova York. Desde então, Luna teve de crescer para tentar ficar maior que a dor, proteger o irmão caçula e ser uma fonte de alívio e ternura para o pai, um renomado cineasta.
Luna ou Moon light, como o pai a chama são apenas o seu apelido com um significado especial. Seu nome verdadeiro é pouco citado.
Depois do aniversário de falecimento da mãe, uma modelo de sucesso com o sonho de se tornar escritora abruptamente finalizado, Luna reúne coragem para ir ao santuário da mãe, o seu estúdio, que ficara exatamente como ela deixou antes de morrer.
Ao entrar no lugar ela sente o perfume da mãe misturado a mofo. Há tempos a luz do sol ou o reflexo da lua não penetra naquele lugar tão cheio de significado. Mesmo com o receio de estar invadindo a privacidade de alguém que já morreu, uma sensação com toda certeza estranha, Luna ajeita e limpa cada canto daquele cômodo. Em meio a toda a arrumação ela se depara com algo vermelho que parece vibrar segredos. É o celular da mãe com sete mensagens na caixa postal prontas para serem ouvidas, com apenas o seu toque. Além do aparelho inesperado ela encontra também abotoaduras que com toda a certeza não são de seu pai.
Será que sua mãe vinha recebendo visitas masculinas secretas no seu cantinho praticamente imaculado?
"Quero acreditar que, embora o mundo tenha ficado mais duro, consigo encontrar um lugar seguro e aconchegante nele." p.189
A protagonista é tomada por uma enorme ansiedade e pelo medo do que vai descobrir ao ouvir as mensagens. Por alguns dias ela adia o feito, mas não por muito tempo. Seu coração pede cautela e desvendar uma mensagem por vez parece ser suficiente. E são muitos mistérios e informações para Luna ligar os pontos. Mas será que ela está mesmo preparada para vislumbrar o desenho que vai se formar e correr o risco de apagar a imagem perfeita que ela tinha dos pais como um verdadeiro casal? Será que vale a pena seguir os passos da mãe morta e correr o risco de criar uma grande mágoa?
Por outro lado, Luna é uma adolescente que não está só a procura de uma investigação. Ela está prestes a completar quinze anos, uma idade importante, é apaixonada por fotografar, por criar composições e ouvir seu vizinho de 16 anos, Oliver tocar violoncelo como se o som fosse uma serenata para ela.
Agora com todos esses segredos será que Luna conseguirá esconder do pai e do irmãozinho uma possível imagem da mãe que ninguém tinha acesso ou de descobrir que a morte dela não foi realmente um acidente? Além disso, ela tem de lidar com o irmão, Tali que parece estar amadurecendo rapidamente para a idade e criando diálogos nada infantis onde ele emprega as frases dos roteiros cinematográficos do pai. E com o vizinho por qual ela idolatra e nutre uma grande paixão. Não vai ser nada fácil unir amor e ódio não apenas por um garoto, mas pela família em uma fase tão intensa que é a adolescência.
Como uma garota que precisa de uma referência materna ela não esperava um aniversário de 15 anos, uma idade tão especial, sem sua mãe para fazer confidências, lhe ajudar nas coisas de mulher como comprar o primeiro sutiã, florear os acontecimentos banais como se fossem um grande aprendizado e lhe ajudar a se aproximar do vizinho.
"Não vou desistir de você, Oliver. Às vezes o amor que construímos é destinado a sobreviver. " p.130
Pensei muito e foi difícil encontrar as palavras certas para descrever esse romance. Ele trás tantas questões, ao mesmo tempo, de uma forma triste, poética e intensa. É impossível não se solidarizar com Luna e suas dúvidas. Ela é uma garota tão cativante, irônica e que tem resposta para tudo na ponta da língua menos sobre o passado da mãe. Mesmo que o medo por vezes insista em frear a sua jornada em busca de respostas ela é destemida e age com independência deixando transparecer seu lado rebelde e que sabe o quer. Ela também é sensível e parece lembrar um pouco a falecida mãe nas frases tão bem pensadas e que marcam quem está a sua volta como se fosse um enigma.
Você tem sete mensagens é um livro com grandes referências musicais, para ser lido com rapidez (os capítulos são curtos) e terminá-lo, quem sabe, com algumas lágrimas traiçoeiras ou com a sensação de que perdoar é uma forma de amar.





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