02 março 2014

[Meus textos] Voe, sem limites!

 
Uma vez, disse a minha mãe que eu gostaria de ser como os pássaros só para poder voar. E ela me afirmou que naquele momento eu já estava voando e que nunca queria que eu pousasse.
Fiquei sem compreender. Eu tinha lá meus 6 anos e não via a hora de ser grande e bonita como a minha irmã adolescente.
 
Então cresci... e continuei a gostar de pássaros e além deles das coloridas borboletas (que me desculpem as pretas, guardo uma superstição ruim relacionada a elas) e anjos.
Ganhei alguns centímetros, que são poucos se comparado a altura que eu gostaria de ter. Mas, foram suficientes para alcançar meus sonhos.
Discretas, sem barulho, sem alarde elas sempre estiveram comigo.
Em algumas pessoas elas são bem longas, barulhentas, chiam. E em outras, elas parecem estar contidas, presas, enroladas, apagadas como se não existissem. Mas, estão lá. Eu as vejo, secretas só esperando um impulso para irem bem longe.
 
E assim, compreendi depois de anos o que minha mãe quis dizer.
Todos temos Asas. Elas podem permanecer invisíveis aos nossos olhos e aos dos outros. É preciso sensibilidade, sonhos para que elas desabrochem, assim como uma rosa. E se abram para nos levar a lugares que só elas, com o empurrãozinho da nossa imaginação, podem levar.
Não deixe que suas Asas se atrofiem, utilize-as sem medo, mesmo que secretamente, elas nunca te deixarão cair.
 
E se for pousar que seja nos seus sonhos e não uma queda por desistência ou falta de confiança na vida e em você mesmo.

 

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